As avaliações dos sistemas de ensino, mesmo com a expectativa, de apontar as soluções para todos dramas da educação: “apenas” apontam os problemas e não os resolvem (VIANNA, 2003, p. 10). O que a avaliação faz é identificar aspectos da prática pedagógica já desenvolvida e mostrar de que forma essa prática tem ou não problemas e estabelecer perfis pedagógicos mais ampliados, por estados ou por regiões geoeducacionais.
Ou seja, a prova aplicada aos alunos através do Sistema de Avaliação da Educação Básica SAEB,
por exemplo, em matemática ou língua portuguesa pode não estar adequada quanto ao conteúdo e quanto à forma em que o conteúdo foi trabalhado nas diferentes salas de aula do Brasil. “As escolas não têm clareza sobre onde devem chegar e, muitas vezes, nem sabem de que bases partem” (idem, ibidem).
por exemplo, em matemática ou língua portuguesa pode não estar adequada quanto ao conteúdo e quanto à forma em que o conteúdo foi trabalhado nas diferentes salas de aula do Brasil. “As escolas não têm clareza sobre onde devem chegar e, muitas vezes, nem sabem de que bases partem” (idem, ibidem).
Conforme Relatório Nacional do Sistema de Avaliação do Ensino Básico de 1990 (1991, p. 7), pretende-se, com o estudo de rendimento dos alunos, “detectar, primeiramente, os problemas de ensino-aprendizagem existentes e, em segundo lugar, determinar em que condições (de gestão, de competência docente, de alternativas curriculares etc.) são obtidos melhores resultados e que áreas exigem uma intervenção para melhorar as condições de ensino”. Para tanto, além de medir o desempenho escolar, o SAEB coleta informações sobre características dos alunos, professores e diretores, bem como das condições físicas e equipamentos das escolas.
Um instrumento de medida (...) pode ser válido para um curso, mas não para outro. Pode ser válido para um currículo, mas não para outro; para um professor, mas não para outro, inclusive, pode ser válido para uma escola, mas não o ser para outra instituição (VIANNA, 2003, p. 34).
E mais particularmente sobre o uso indiscriminado de escalas padronizadas nacionalmente:
Será razoável colocar centenas de milhares de sujeitos em uma única escala (...), ignorando completamente a diversidade social, econômica, cultural e educacional dessa população e as distorções que influenciam a caracterização dos vários índices de desenvolvimento humano? Não seria razoável (...) construir normas diferenciadas por regiões, levando em conta a diversidade das características individuais? (VIANNA, 2003, p. 56-57).
A avaliação standardizada, centrada no desempenho do aluno, pode levar a efeitos perversos no contexto da própria organização da escola, na medida em que ao centrar os testes nos alunos pode incentivar práticas de exclusão na escola: