sábado, 1 de junho de 2013

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 Papel da avaliação nas políticas educacionais na gestão da escola
As avaliações dos sistemas de ensino, mesmo com a expectativa, de apontar as soluções para todos dramas da educação: “apenas” apontam os problemas e não os resolvem (VIANNA, 2003, p. 10).   O que a avaliação faz é identificar aspectos da prática pedagógica já desenvolvida e mostrar de que forma essa prática tem ou não problemas e estabelecer perfis pedagógicos mais ampliados, por estados ou por regiões geoeducacionais.
Ou seja, a prova aplicada aos alunos através do Sistema de Avaliação da Educação Básica SAEB, 
por exemplo, em matemática ou língua portuguesa pode não estar adequada quanto ao conteúdo e quanto à forma em que o conteúdo foi trabalhado nas diferentes salas de aula do Brasil.  “As escolas não têm clareza sobre onde devem chegar e, muitas vezes, nem sabem de que bases partem” (idem, ibidem).  
Conforme Relatório Nacional do Sistema de Avaliação do Ensino Básico de 1990 (1991, p. 7), pretende-se, com o estudo de rendimento dos alunos, “detectar, primeiramente, os problemas de ensino-aprendizagem existentes e, em segundo lugar, determinar em que condições (de gestão, de competência docente, de alternativas curriculares etc.) são obtidos melhores resultados e que áreas exigem uma intervenção para melhorar as condições de ensino”. Para tanto, além de medir o desempenho escolar, o SAEB coleta informações sobre características dos alunos, professores e diretores, bem como das condições físicas e equipamentos das escolas.
Um instrumento de medida (...) pode ser válido para um curso, mas não para outro. Pode ser válido para um currículo, mas não para outro; para um professor, mas não para outro, inclusive, pode ser válido para uma escola, mas não o ser para outra instituição (VIANNA, 2003, p. 34).
E mais particularmente sobre o uso indiscriminado de escalas padronizadas nacionalmente:
Será razoável colocar centenas de milhares de sujeitos em uma única escala (...), ignorando completamente a diversidade social, econômica, cultural e educacional dessa população e as distorções que influenciam a caracterização dos vários índices de desenvolvimento humano? Não seria razoável (...) construir normas diferenciadas por regiões, levando em conta a diversidade das características individuais? (VIANNA, 2003, p. 56-57).
A avaliação standardizada, centrada no desempenho do aluno, pode levar a efeitos perversos no contexto da própria organização da escola, na medida em que ao centrar os testes nos alunos pode incentivar práticas de exclusão na escola:

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Democracia X Compromisso

Gestão Escolar Democrática, Sim. Porém Com Compromisso!
A forma de administração da grande maioria das escolas são administrações tipicamente públicas, principalmente, no que se refere ao compromisso profissional. Todos os servidores trabalham somente a carga horária do plano de carreira.  É mais fácil encontrar servidores que trabalham menos, de que mais. Têm alguns deles que esperam para tocar o sinal em pé na porta de saída. A prática pedagógica também não foge à regra. Não há compromisso com o saber do aluno, mas sim com o cumprimento burocrático da rotina escolar, tipo: diários, registro de conteúdos e notas. 
Há alguns anos trabalhei em uma escola que um mês antes do final do ano letivo, já tinha professores com o diário pronto, inclusive, com a lista de aprovados e reprovados. Imagine, qual foi à oportunidade/crédito que esse professor deu ao aluno em respeito ao seu tempo escolar.
Penso que a qualidade de ensino de  qualquer escola melhorará consideravelmente, se for administrada mais profissionalmente, adotando a relação patrão/empregado. Hoje em dia, o que se vê é concurseiro querendo uma vaga em emprego público, nesse caso é bem emprego mesmo e bem menos trabalho, pois a grande maioria só quer sombra e água fresca. É por isso, que a educação vai tão mal. Quero deixar claro que não sou contra Gestão Democrática, muito pelo contrário, sou sindicalista/petista e apaixonada por liberdade, porém, liberdade não é sinônimo de bagunça, farra. 
Os profissionais da educação precisam enxergar, se responsabilizar e se envergonhar dos índices que ocupamos no item qualidade de ensino. Precisamos assumir esses resultados como nossos produtos. Afinal, os resultados dos vestibulares, do ENEN, da Prova Brasil, do Pisa e tantos outros, são nossos. Não é possível um professor passar 200 dias letivos com um aluno e não conseguir ensiná-lo ler, não conseguir fazer uma diferença positiva em sua vida. Não conseguir incluí-lo em uma sociedade que pouco faz para ajudá-lo subir as difíceis escadas do mundo letrado, da universidade. Nessa peneira fina, conforme diz meu velho pai, que é garimpeiro e é dono de uma rara sabedoria, “só fica diamante puro, verdadeiro”. E ser diamante  na atual sociedade excludente, não é para qualquer um.
Obviamente, que muitos outros fatores fazem parte dessas estatísticas, desde a família, o Estado, até a injusta distribuição de renda. Entretanto, nós, docentes, precisamos assumir a parte que nos toca nesse latifúndio.
Só existe uma diferença bem grande para não dar certo numa empresa – escola em relação à administração pública e, que eu, particularmente não aceitaria. É a relação patrão empregado, na questão direito de greve. Na iniciativa privada funcionário que não está satisfeito com questões salariais e/ou de plano de carreira em uma administração empresarial, se reivindicar melhorias e o patrão não puder oferecer, não tem reclamação por parte do empregado e se houver com certeza a resposta do empregador será dizer que lá fora há uma grande fila de candidatos à espera de uma vaga. Enquanto que na administração pública o empregado faz sua reivindicação com direito à greve, garantida constitucionalmente. E desse direito não podemos abrir mão. Porém, nem por isso vamos deixar de cumprir com nossas obrigações. Ou então, com que moral, faremos greve?
Portanto, para a educação dar certo não é preciso fazer nenhuma receita mirabolante. Basta cada um assumir sua culpa e, se não der para corrigi-la, e só começar tudo de novo, mais agora pra valer! Com compromisso, responsabilidade, ética, democracia, inclusão social e acima de tudo respeito aos filhos desta pátria, os quais em sua grande maioria são procedentes de famílias desestruturadas, semianalfabetos e de baixa ou nenhuma renda.

Profª Coraci Machado
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