
Quem trabalha com criação ou gestão da
criação deve possuir a sensibilidade de entender que boas ideias (aquelas boas
mesmo) não surgem através da pressão, ou seja, nada de acelerar o cérebro e
forçá-lo a um insight acintoso. Não! Isso não funciona, o cérebro é poderoso,
mas, é também birrento, só funciona a base do amor e paciência. Todos,
absolutamente todos, devem entender que a ideia é um produto intelectual
valioso.
O material escolar mais barato que
existe na praça é o professor.
Todo
professor precisa ser diretor e/ou coordenador no decorrer de sua carreira.
Após a gestão escolar, sairá mais maduro quanto aos problemas gerais da
educação e com mais maturidade pedagógica. Costumo brincar que quando saímos da
universidade estamos prontos – “a massa cinzenta” – para ir ao forno e, quando saímos da gestão escolar
estamos prontos para alimentar um batalhão.
Profª
Coraci Machado
“Educar o povo, é
caminhar com o novo e da história participar. É trilhar caminhos virgens e
deixar as pegadas para que outros possam passar."
Profª Coraci Machado – julho de 2004
Um bom chefe faz com que homens comuns
façam coisas incomuns.
Gerenciamento é substituir músculos por
pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação.
Basicamente, a Gestão significa
influenciar a ação. Gestão é sobre ajudar as organizações e as unidades fazerem
o que tem que ser feito, o que significa ação
O baixo nível escolar são formações homogêneas, e não haverá desempenho na
produção educacional.
Para que a implantação de um Sistema de
Gestão tenha Sucesso, é importante a integração dos processos aliada à
tecnologia, o apoio do suporte, o treinamento e principalmente o envolvimento e
dedicação
de toda a equipe da empresa.
Todo coordenador escolar deseja que o
professor mantenha a porta da sala de aula fechada e os alunos quietinhos lá
dentro, não importando o que esteja acontecendo, quanto menos trabalho ele
tiver melhor, para ele, isso tem o nome de domínio de classe. Mas como dominar
um organismo em greve de fome?
HARMONIA DO AMBIENTE ESCOLAR
Cecília Meirelles, em sua saborosa poética, assim escreve: "Ensinar é
acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam
arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de
salvação - mas por uma contemplação poética, afetuosa e participante."
Quando se lê a educação com esse olhar de Cecília, parece que o dia-a-dia na
relação professor-aluno é encantado. Muitos dirão que essa elevação afetiva só
funciona no plano das idéias e que na prática se assiste a um aviltante
processo de destruição das relações humanas.
A violência nas escolas se materializa em agressões verbais e físicas. O
professor se sente vítima de um sistema que não o valoriza, portanto não o
entende bem, nem o protege. Os alunos parecem prontos para a batalha. Padecem
de amor e de limites. A ausência familiar se faz sentir na postura agressiva ou
apatia em sala de aula.
Além disso, e talvez por isso, tentam disputar poder com os professores que,
por sua vez, se deixam levar em um debate desnecessário. Há um axioma essencial
na relação entre professor e aluno: autoridade harmonizada pelo afeto. O aluno
precisa de limite e precisa compreender o papel do educador. O educador não
pode impor sua autoridade, mas deve conquistá-la. Sem brigas nem ameaças. Sem
histeria nem parcimônia. Com o respeito de quem sabe ensinar e aprender e de
quem harmoniza as relações.
Há algumas dicas para essa relação harmoniosa. Evidentemente, são a experiência
e a disposição do professor que farão com que ele toque na alma do seu aluno -
sem isso não há educação. Entre essas dicas, algumas proibições. A primeira
delas é que professor não pode brigar com aluno, mesmo que tenha razão. Se isso
acontecer, parte da sala torcerá pelo aluno e a outra pelo professor, assim,
ele deixa de ser referencial. A segunda: professor não pode colocar apelido em
aluno. Terceira: não deve comparar um com o outro - é preciso lembrar que não
há homogeneidade no processo educativo, mas heterogeneidade. Quarta: professor
não pode se mostrar arrogante nem subserviente. O meio termo é amoroso.
E aí voltamos a Cecília Meirelles. A harmonia no ambiente escolar há de ocorrer
quando se consegue quebrar a carcaça que envolve alguns alunos, pela falta de
algo que deveria ter vindo antes. É esse sonambulismo, essa postura incorreta
frente à vida e frente a si mesmo.
Trata-se de ajudá-lo a viver essa contemplação poética, ou, em termos
aristotélicos, a buscar uma aspiração para a vida. Ou ainda em Paulo Freire,
ajudá-los a desenvolver autonomia para sonhar.
Aí sim, o professor mostrará autoridade. Autoridade generosa de quem confia e
cobra. De quem contrata no melhor sentido da palavra. E é nesse bom caminho que
entra o afeto como instrumento de poder e participação. É do olhar do mestre
que saem essas virtudes. O olhar que acolhe e que constrange quando necessário.
O olhar que se faz cúmplice nas boas conquistas e que lamenta docemente pelo
que se perdeu. O olhar que mantém o silêncio na sala de aula, sem gritos ou
lamentações, mas que é capaz de chorar pela emoção de mais um aprendiz que
encontrou seu caminho.
A harmonia no ambiente escolar não é uma utopia. É talvez uma tarefa complexa
que exige o que de melhor podem dar os educadores: competência, coragem e
muito, muito amor!
Revista Educacional, edição de setembro de 2007
Fazer o máximo para sempre ter a melhor
visão sistêmica dos processos de gestão e da área comportamental faz parte
integrante da minha rotina.
Quanto mais aprendo sobre gestão de
pessoas e relações interpessoais, mais estou convencido de que devemos passar o
maior tempo possível em isolamento.
Gestão de negócios deve ser entendida
como sendo o resultado das ações aplicadas em três áreas distintas:
- A primeira está ligada às "pessoas". Um gestor Lidera pessoas.
- A segunda está ligada às "coisas". Um gestor Gerencia processos e
materiais.
- A terceira está ligada ao "tempo". Um gestor Planeja o futuro.
Portanto, um Gestor precisa ter três Habilidades:
- Liderar pessoas com excelência;
- Gerenciar processos e materiais com eficácia;
- Planejar estratégias com eficiente visão de futuro.
Dessa maneira é simples entender que na Gestão das empresas pode existir
gerentes eficazes que são péssimos Líderes e vice-versa; pode haver excelentes
estrategistas e péssimos gerentes e vice-versa; etc.
Talvez o sistema industrializado
escolar que temos no Brasil seria valido para uma batata Ruffles ou para uma
caixa de Omo, a mente humana pensa livremente e atinge lugares inimagináveis.
Gerenciamento é substituir músculos por
pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação.
Basicamente, a Gestão significa
influenciar a ação. Gestão é sobre ajudar as organizações e as unidades fazerem
o que tem que ser feito, o que significa ação
"Regra é, em primeiro lugar,
gestão da vida quotidiana."
